quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Vai ter festa no Beira-Rio


É comum criticarmos o jogador brasileiro por não suportar a pressão e a catimba quando enfrenta times argentinos.

Mas o que se viu em La Plata não foi isso.

Exatamente um dos argentinos do Inter, experiente, aos 30 anos, Guiñazu recebeu um cartão amarelo bobo aos 5 minutos e outro aos 25 por pegar Véron.

O Inter, que se segurava diante do domínio do Estudiantes e que usava sua enorme superioridade técnica para fustigar os invictos há 43 jogos na casa deles, ficou vendido.

E o jogo nem estava violento, ao contrário.

Ainda bem que menos de 10 minutos depois da expulsão, Nilmar arrancou para dentro da área e foi derrubado por Desábato.

Pênalti que Alex bateu duas vezes para valer uma, pois na primeira houve invasão de Magrão.

Em seguida, D'Alessandro bateu falta na trave.

Mesmo com 10, o Inter era melhor.

E aos 40 foi prejudicado de maneira insuportável pelo bandeira paraguaio, que inventou um impedimento de Nilmar que iria parar dentro do gol.

O Inter voltou no segundo tempo disposto a cozinhar o jogo.

Mas o Estudiantes não dava folga.

E o goleiro Lauro, o zagueiro Álvaro e o atacante Nilmar eram a segurança atrás e a esperança na frente, os três com atuações irrepreensíveis.

Uma pena que a expulsão de Guiñazu obrigava o talento de Alex a ficar recuado.

Do outro lado, Véron esbanjava futebol, com se fosse meio time.

Ou mais.

E por isso, de tão solitário, cansou.

O que quase permitiu o segundo gol brasileiro, depois que D'Alessandro deu um passe precioso para Magrão, depois que, imagine, Gustavo Nery, que acabara de entrar, roubou bola de Véron.

Os minutos finais foram de pressão total, bem suportada, felizmente, pelos bravos colorados, que sofreram mais do que sofreriam se Guiñazu não tivesse feito a bobagem que fez, fora do jogo final, por sinal.

O Inter joga pelo empate no Beira-Rio para ser o primeiro brasileiro a ganhar a Copa Sul-Americana.

Só não prometo mudar de nome se isso não acontecer porque já fiz isso uma vez num Inter e Olímpia, pela Libertadores, e tive de ser apresentado no "Jornal da Globo" como Juca Witte Fibe...

Blog do Juca Kfouri


segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tricolor quase campeão, mas o campeonato segue.


Não dá pra negar, o tricolor já é praticamente o campeão brasileiro de 2008, mesmo faltando duas rodadas. A probabilidade de não ser o campeão é de 1 em 1000000000. Parabéns, é o primeiro time tricampeão seguido, e o primeiro a ser hexacampeão.

E já que na ponta está definido, agora a atenção está para o G4 do bem e o G4 do mal.


O G4 do bem
está assim:


1. São Paulo - 71


2. Grêmio - 66


3. Cruzeiro - 64


4. Palmeiras - 64


O Grêmio saiu ganhando no Barradão, mas tomou o empate, se abalou e perdeu por 4 x 2, dando praticamente adeus ao título brasileiro.

O Palmeiras venceu o fraquíssimo Ipatinga em São Paulo, por 2 x 0.

Devido a derrota do Fla para o Cruzeiro, por 3 x 2, o time carioca ficou em 5º lugar. E nesse jogo o principal destaque foi o árbitro Simon, que não marcou um penalty para o Flamengo, no qual estava a poucos metros do lance. Ah, e ainda expulsou Diego Tardelli e Fábio Luciano, que ficaram indignados com o erro.

No G4 do mal:

17. Figueirense - 38

18. Vasco - 37

19. Portuguesa - 37

20. Ipatinga - 34

O Figueirense enfrenta o Botafogo, no Rio e na última rodada enfrenta o Inter, em casa.

O glorioso time do Vasco tem sérios riscos de ser rebaixado. E enfrenta o Coritiba, no Couto Pereira e o Vitória em São Januário.

A Lusa, com os mesmos pontos do Vasco, tem como adversários: Sport, no Canindé e o Cruzeiro no Mineirão.

O Ipatinga, que convenhamos, já está rebaixado, enfrenta o Grêmio no Ipatingão e o Fluminense no Maracanã.

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Até a última rodada esse campeonato imprevisível promeeeeete, e como promete.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O melhor Brasil da era Dunga


Portugal não levava seis gols num jogo há mais de 50 anos.

E o Cristiano, maior atração do jogo, não ajudou muito, foi um mero coadjuvante.

Até ontem, não havia dúvida sobre qual tinha sido a melhor partida da Seleção sob o comando de Dunga.

O baile na Argentina, na final da Copa América de 2007.

Levando em conta que é temeroso comparar uma final de competição oficial com um amistoso encerra-ano, acho que o Brasil jogou mais no Bezerrão.

Kaká bem, Elano (que golaço!) bem, Robinho e Maicon muito bem.

E claro, Luís Fabiano, que joga todo jogo como se não fosse voltar mais.

Melhores momentos: a jogada do gol de Maicon, troca rápida de passes que fez a gente até pensar que esse time teve tempo de treinar.

O chutaço de Elano. Galvão lembrou de Nelinho (se foi aquele chute em 78, teve muito mais curvas), eu lembrei de Riquelme contra o Grêmio.

Enfim, um jogo de futebol com placar de tênis, para Dunga (tranquilo na coletiva, já era hora) passar o Natal com o celular desligado.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O último do ano!

Hoje, no Gama, pertinho de Brasília, tem jogo da Seleção Brasileira.

O último em 2008.

E o adversário da partida amistosa é a seleção portuguesa, de Cristiano Ronaldo, que deve ser eleito como o melhor do mundo nesta temporada.

Há quem jure, ainda, que será também o último jogo de Dunga como técnico da Seleção Brasileira, mas, aí, há controvérsias.

O próprio Dunga, por exemplo, acha que essa conversa é coisa plantada e disse que pode andar por aí sem seguranças particulares.

Seja como for, o jogo está mais com cara de festa política do que de jogo do Brasil.

Se bem que, cada vez mais, jogos do Brasil tem mesmo cara de festas políticas.

De Juca Kfouri

sábado, 15 de novembro de 2008

Adiós Cruzeiro, Flu respira fundo

Nos Aflitos, o time de Minas sofreu na mão do desesperado Náutico, que precisava de qualquer jeito da vitória, e conseguiu. Conseguiu também sair da zona de rebaixamento. Falhas e mais falhas puderam ser vistas no time do Cruzeiro, que foi goleado por 5 a 2 e praticamente dá adeus ao título.

Na mesma parte da tabela, o tricolor do Rio conseguiu virar o jogo. Fez 3 a 1 na Lusa, dá uma respirada e o time paulista continua na rabeira.

O lanterna Ipatinga conseguiu vencer o Sport por 3 a 0 e diz que ainda está vivo.

Só hoje 19 gols em 4 jogos, média de quase 5 por partida.

Haja coração.

domingo, 9 de novembro de 2008

Na noite de um Estevam inspirado, vitória de Muricy

Texto do grande Mauro Cezar, com uma bela análise do jogo.

Acabo de chegar do Canindé, onde comentei, pela Rádio Eldorado/ESPN, mais um ótimo jogo do Campeonato Brasileiro de 2008. Atribuir a vitória do São Paulo apenas à tal “sorte de campeão” é minimizar a competência do time. Dominada em boa parte da primeira etapa e no segundo tempo inteiro, a equipe tricolor venceu a Portuguesa porque é letal nas bolas paradas e implacável com quem falha diante dela.

Assim, os erros do goleiro Gottardi e dos zagueiros Bruno Rodrigo e Hallison foram punidos com os dois primeiros gols são-paulinos, assinalados por Borges (foto). Estevam Soares foi muito bem. Mudou o time durante a partida ante um Muricy Ramalho que pouco interveio nas ações em campo.

O técnico da Lusa voltou para o segundo tempo com um ala direito (Wilton Goiano) no lugar de um volante (Gavilán), deslocou o terceiro zagueiro (Erick) para a lateral-esquerda, empurrou Athirson para o meio e dominou o jogo. Depois trocou um dos beques (Hallison) por um meia (Heverton) e teve mais chances. Ficou vulnerável, mas não perdeu o jogo ali.
Mais tarde substituiu o cansado Fellype Gabriel pelo zagueiro Aderaldo. Mas nem assim conteve a força-aérea inimiga. E até quando o placar já estava em 2 a 3, criou nova oportunidade, que incrivelmente parou no travessão depois que Edno passou por Rogério Ceni.

Naquele e em outros lances ficou claro que a Portuguesa não tem as características marcantes do São Paulo. Como a frieza para decidir.

Por essas e outras a Lusa pode voltar à segundona e o tricolor chegar ao terceiro título nacional consecutivo. Na noite de um Estevam inspirado, a vitória ficou mesmo com o time de Muricy. E isso não é apenas sorte.

Por Mauro Cezar Pereira

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ganhou mas não levou


Massa venceu na chuvosa corrida em Interlagos novamente. Mas não conquistou o campeonato.

O brasileiro, que ontem correu, de fato como campeão, fazendo uma corrida excepcional ficou com o título em alguns segundos depois da bandeirada, mas Lewis Hamilton nas últimas curvas, que havia sido ultrapassado pela surpresa da temporada Sebástian Vettel, ultrapassou o grande intruso Timo Glock da Toyota, e conseguiu beliscar mais um ponto e conquistou o Mundial de Fórmula 1.

Lewis Hamilton ficou com 98 pontos, contra 97 do brasileiro, e assim entrando para a história como o primeiro negro campeão da fórmula 1.

O inglês da McLaren mereceu o título sim, mas cá entre nós, ele ainda não está maduro. Ainda falta uma coisa a mais. Ele ainda têm uns lampejos de imaturidade.

A equipe da Ferrari ontem foi impecável, lembrou a mesma Ferrari de alguns anos atrás. Não cometeu erros, soube se programar para os pits, soube escolher os pneus e foi bem nas estratégias.

Pois é, ontem não cometeu erros. Mas na temporada inteira cometeu erros GRAVÍSSIMOS, que se não tivessem sido cometidos, provavelmente Felipe Massa seria o grande campeão.

Só que há um porém, foi campeã no mundial de construtores e talvez seja um consolo aos italianos.

Para 2009 a esperança do Brasil é grande, a expectativa é para termos mais dois brasileiros no asfalto. Esses podem ser Bruno Senna e Lucas Di Grassi.

2009 será um outro ano. Novas esperanças, novos carros, mas para a torcida brasileira, a mesma torcida para Felipe Massa.

Parabéns Felipe!

sábado, 1 de novembro de 2008

Massa pole


Felipe conquista a pole e Lewis Hamilton fica em quarto.

O brasileiro já deu o primeiro passo para a batalha em busca do título.

A torcida brasileira em Interlagos foi a loucura, festejou como se fosse em uma copa do mundo.

Jarno Trulli voou, e conquistou a segunda colocação, sendo seguido pelo ferrarista Kimi Raikkonen.

Para ser campeão, Massa precisa vencer e torcer para Hamilton chegar em sexto. Se for o segundo, Massa ganha o título caso Hamilton seja o oitavo.

Amanhã, às 15 horas, toda a atenção será voltada ao autódromo de Interlagos, na torcida pelo título de Felipe Massa.

Rodada promete

Bom, depois de quase uma semana sem posts, estou aqui!

Confira o texto do Blog do Juca, sobre a rodada desse fim de semana:


Fim de semana de arrepiar

Os times do G5 vão ter de se virar e muito neste fim de semana.

Menos, talvez, o Flamengo que, amanhã, recebe a Portuguesa no Maracanã, às 18h30.

Três pontos certos ou adeus ao hexacampeonato.

Já no domingo não tem moleza para ninguém.

Verdade que, a exemplo do Flamengo, o Grêmio está condenado a ganhar ou ganhar do Figueirense, no Olímpico, às 19h10.

Já o São Paulo está na mesma, diante do misto do Inter, no Morumbi, também às 19h10.

Mas dureza mesmo têm o Palmeiras contra o Santos, na Vila Belmiro, e o Cruzeiro diante do Goiás, no Serra Dourada, ambos às 17h.

O Santos até poupou jogadores contra o Sport para jogar inteiro contra o rival na volta de Vanderlei Luxemburgo à Vila, espera-se que sem chuva de moedas ou coro de mercenário.

E o Goiás já não agüenta mais a série de cinco jogos sem vitória.