segunda-feira, 27 de abril de 2009

O mundo se curva

La Gazzetta dello Sport (Itália):

Nell'andata del doppio confronto che assegna il campionato Paulista, l'ex interista segna una doppietta trascinando il Corinthians al 3-1 sul campo dell'ex squadra di Pelè

Marca (Espanha):

El considerado mejor futbolista de todos los tiempos y máximo ídolo del club Santos brasileño, Edson Arantes do Nascimento 'Pelé', admitió que Ronaldo fue el principal responsable por la victoria del Corinthians sobre su equipo.

Olé (Argentina):

Ronaldo lo puso de rodillas. ¿A quién? A Edson Arantes do Nascimento (o el yeta de Pelé, como más te guste). El 10 fue a ver a su equipo, el Santos, frente al Corinthians, por la final del Campeonato Paulista. ¿Y? Después de tres años y medio el Peixe perdió en Vila Belmiro. Golazo del Gordo por arriba del arquero. Pelé, un amigo... de piedra.


Fenômeno é pouco

Dá pra falar o que foi aquilo? É bem difícil.

Genial, incrível, fabuloso... Vou precisar de um dicionário para dizer o que Ronaldo Nazário representa. Melhor não, perderia muito tempo com isso.

Quem nasceu pra brilhar sempre brilhará. Podem surgir as dúvidas, as contestações, mas este ser está aí, para calar quem não acreditava. Palmas, palmas, reconhecimento, é isso que é dever de todo brasileiro. Ronaldo, Ronaldinho, o fenômeno, gênio, fantástico, não voltou de jeito nenhum, ele NUNCA foi, sempre esteve e sempre estará.

"Ronaldo só existe um"

Abaixo o 2º gol e a narração por Hugo Botelho, da 105 FM:

http://www.youtube.com/watch?v=JMF0lU6mBhM

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Análise do GP da China

Análise dos pilotos:

Sebastian Vettel. Absolutamente perfeito. Nota 10
Mark Webber. Não fosse Vettel seu companheiro, teria tido seu dia de glória. Nota 8
Jenson Button. Percebeu a superioridade da Red Bull e se estabeleceu em terceiro. Nota 7
Rubens Barrichello. Prejudicado por problema de freios, fez prova burocrática. Nota 5
Heikki Kovalainen. Manteve o carro na pista e mostrou que sabe ser eficiente. Nota 8
Lewis Hamilton. É excelente na chuva, mas dessa vez errou um pouco demais. Nota 7
Timo Glock. Valente, teve todo tipo de problemas, mas jamais desistiu. Nota 7
Sebastien Buemi. Já provou que merece um lugar na Fórmula 1. Nota 8
Fernando Alonso. Ótima classificação, estragada por uma tática desastrosa. Nota 7
Kimi Raikkonen. Pouco combativo, ficou preso no tráfego e não marcou pontos. Nota 5
Sebastien Bourdais. Está levando um vareio do companheiro Buemi. Errou muito. Nota 4
Nick Heidfeld. Muito apagado, quase não foi notado na pista. Nota 4
Robert Kubica. Vive a pior fase da sua carreira na Fórmula 1. Nota 3
Giancarlo Fisichella. Batido facilmente por Sutil na briga interna da Force India. Nota 4
Nico Rosberg. Arriscou com pneus intermediários e se deu mal. Nota 4
Nelsinho Piquet. Uma corrida horrorosa. Está ainda pior do que no ano passado. Nota 1
Adrian Sutil. Estava perto de um excelente sexto, mas bateu no fim. Coitado. Nota 8
Kazuki Nakajima. Não justifica ser titular de uma equipe de Fórmula 1. Nota 2
Felipe Massa. Teria sido quinto colocado, no mínimo. Merece melhor sorte. Nota 7
Jarno Trulli. Quando bate água no capacete, o italiano fica para trás. Nota 3

Análise das equipes:

Brawn. Perdeu para a Red Bull, e teve problemas de freio, mas ainda não há motivo para desespero. ****
Red Bull. Um fim de semana dos sonhos. Não poderia ter sido melhor. *****
Toyota. Só os japoneses e a Force India seguem sem vitórias na F-1. ***
McLaren. Já está reagindo mais rápido do que a Ferrari. ****
BMW. Performance fraca e desanimadora. *
Renault. Mais um fim de semana para esquecer. **
Toro Rosso. Ao contrário das previsões, vai se afastando da lanterna. ****
Williams. Precisa começar a aproveitar o potencial do carro. **
Ferrari. Um início de ano tenebroso, até agora só decepção. *
Force India. Ficou no quase, de novo. Já merece marcar o sonhado pontinho. ***

15 anos sem Dener

Os malditos se perguntam: por quê, Dener?

Por MATINAS SUZUKI JR.

Meus amigos, meus inimigos, os ecos das constelações dos malditos –dos Baudelaires e Rimbauds– perguntam pelas ruas de Paris: por quê, Dener?


O Edmundo, o Bebeto, o Romário e o Muller, órfãos da nossa estrela de cinco pontas, perguntam: por quê, Dener?

O herói que você quis ser, o playboy que você quis ser, o aventureiro que você quis ser, se perguntam: por quê, Dener?

Os zumbis, os sacis, os moleques de rua perguntam: por quê, Dener?

Os Almires Pernambuquinhos, os Toninhos Guerreiros, os Maradonas, enfim, todos aqueles que sabem que a bola é um enigma maior do que a vida, questionam: por quê, Dener?

Os James Deans, os Rivers Phoenixes, os Kurts Cobains e o séquito dos que desistiram do paraíso muito cedo, indagam: por quê, Dener?

O Pedro Gil, filho de seu admirador Gilberto Gil, do mesmo lugar trágico, sussurra para você: por quê, Dener?

O poeta Manuel Bandeira, dos versos que abrem este texto, e que cantou alguém como você, que desceu do morro para morrer na lagoa Rodrigo de Freitas, ante o iniludível, pergunta: por quê, Dener?

A alegria, a chance de esta vergonha se tornar uma nação, o desejo do sim para o país do não, se perguntam: por quê, Dener?

O erotismo da bola, o poema do drible, a sexualidade do gol, cismam: por quê, Dener?

A nau dos insensatos, o navegar é preciso e o me segura que eu vou dar um troço divagam: por quê, Dener?

A vida que nunca o convocou, o sentimento que tinha medo dos seus ataques, a morte que você goleou várias vezes, tentam decifrar o enigma: por quê, Dener?

Seus adversários, seus marcadores –vítimas e cúmplices da sua soberania–, estão atônitos: por quê, Dener?

As caravelas portuguesas, que você –filho de filho de filho de filho de escravos– defendeu em São Paulo e no Rio, singrando os sete mares, sopram: por quê, Dener?

O melhor do swing de Tim Maia, do funk da banda do Zé Pretinho, o morro de São Carlos, a Mocidade Alegre, a Mocidade Independente, os roqueiros dos últimos dias da Pompéia, a juventude transviada, os funks da periferia, a rapaziada do Brás, do Bixiga e da Barra Funda, especulam: por quê, Dener?

As trigêmeas da Playboy perguntam: por quê, Dener?

As últimas esperanças e as primeiras ilusões demandam: por quê, Dener?

O impossível estranha: por quê, Dener, por quê?

Os monólogos consoladores, os diálogos ininteligíveis e a mudez reveladora perguntam: por que, Dener?

Eu, que quis a 10 para você, murmuro: por que não, Dener?

domingo, 19 de abril de 2009

Festa corintiana no Morumbi, pra variar


O São Paulo teve as melhores chances no primeiro tempo.

Duas com Washington, uma com Jorge Wagner.

O Corinthians, também com três atacantes, como o São Paulo, chegou mesmo só uma vez, com Ronaldo.

Mas não houve assim grande emoção.

Como no primeiro minuto do segundo tempo, quando Borges cabeceou no travessão.

O Corinthians valorizava o máximo que podia a posse de bola, tentava cozinhar uma possível pressão tricolor.

Mas, aí, aos 10, Douglas puxou o contra-ataque, deu para Ronaldo que achou Jorge Henrique pela direita, livre, em belo lançamento.

O corintiano avançou, soltou a bomba, Bosco desviou na trave, mas a bola sobrou para Douglas fazer 1 a 0.

Dois minutos depois foi a vez de Cristian lançar Ronaldo na corrida.

O artilheiro deu um tapa na bola na saída do goleiro e fez 2 a 0.

O Corinthians não só se garantia na final como ainda segurava a vantagem sobre o Santos.

E mais uma vez superava o São Paulo em sua casa.

Lamentava apenas o terceiro cartão amarelo de Dentinho, fora do primeiro jogo.

O tiro são-paulino saiu pela culatra.

Perdeu domingo no Pacaembu, na quarta-feira em Medellin e no Morumbi, com mais de 45 mil torcedores.

Só não foi de mais porque o Corinthians brincou de perder gols depois que vencia por 2 a 0.

Precisar não precisava.

Mesmo assim, 90% do Morumbi souberam respaldar seu time mesmo na derrota.

Já Mano Menezes ganhou seu diploma de técnico corintiano porque, enfim, fez o Corinthians jogar como Corinthians.

E o alvinegro ganhou seu 12o. jogo em 21 no Paulistinha, com chances de ser campeão invicto, pois será campeão pela 26o. vez com dois empates.

Claro que os 10% alvinegros no estádio conseguiram se fazer ouvir.

Só que há um Santos de Paulo Henrique, Neymar e Mádson pela frente, além de Fábio Costa, Fabão, Kléber Pereira e, essencialmente, Vagner Mancini.

POR JUCA KFOURI

Grande vitória de Sebastian Vettel

A Red Bull provou neste domingo que a Brawn GP já tem uma rival à altura.

Com estilo, a equipe das bebidas energéticas quebrou o tabu de vitórias com uma dobradinha.

Em primeiro, um Sebastian Vettel perfeito, talvez o único piloto de todo o pelotão que não cometeu um errinho sequer em toda a corrida.

O alemão não tinha marcado pontos nas duas primeiras provas da temporada, mas já pula para terceiro no campeonato com os 10 que somou em Xangai.

Sim, o jovenzinho de 21 anos já se credencia como um potencial candidato ao título, embora o favoritismo ainda fique mais com Jenson Button e Rubens Barrichello.

Apesar de alguns deslizes, o australiano Mark Webber completou a dobradinha da Red Bull com uma atuação muito consistente.

Se não tivesse Vettel como companheiro, Webber talvez tivesse quebrado a escrita de jamais ter vencido na Fórmula 1. Ao menos, o GP da China mostrou que a sonhada vitória não está tão longe assim para o australiano.

Batida claramente pela Red Bull, a Brawn GP não tem motivos para entrar em desespero.

Na chuva, os carros de Button e Barrichello não pareciam bem acertados e os dois pilotos foram ficando para trás. Ainda assim, salvaram um terceiro e um quarto, respectivamente.

Mais uma vez, Button superou o companheiro, mas a diferença entre os dois é de apenas seis pontos.

Rubinho teve problemas de freios na primeira metade da prova. Mais tarde, marcou a melhor volta e provou que, não fosse isso, certamente teria chegado à frente de Button.

O fato, porém, é que o inglês conquistou um melhor resultado de novo. Barrichello, se quiser o título, não pode continuar perdendo a batalha.

Depois da tempestade que enfrentou nas últimas semanas, a McLaren mostrou um poder de reação que a rival Ferrari ainda não conseguiu mostrar.

Heikki Kovalainen, que não havia completado uma volta nas duas primeiras corridas, fez uma prova segura e somou quatro valiosos pontos.

E Lewis Hamilton, apesar dos erros em demasia, terminou em sexto.

O inglês é extremamente veloz na chuva, mas precisa de mais cautela quando as condições da pista forem muito ruins.

Completaram a zona de pontução o valente Timo Glock - um piloto que enfrentou todo tipo de problemas e jamais desistiu, somando dois pontos - e o promissor Sebastien Buemi, que fez uma corrida de gente grande e terminou num ótimo oitavo lugar.

Outro que também merece destaque é o alemão Adrian Sutil, da modesta Force India.

Embora tenha batido a seis voltas do fim por aquaplanagem, Sutil andou sempre no mesmo ritmo dos adversários com carros mais fortes e merecia melhor sorte.

Por outro lado, a lista dos que não se entenderam com a chuva é enorme.

Começa com os pilotos de Williams e BMW - todos os quatro, sem exceção, abusaram dos erros e saídas de pistas.

Continua com o veterano Jarno Trulli, que definitivamente não anda muito bem quando cai água no capacete.

E termina com o brasileiro Nelsinho Piquet, cuja performance horrorosa dá fôlego à ameaça cada vez mais concreta de demissão.

Na Ferrari, mais um dia de pouca sorte.

Kimi Raikkonen errou a estratégia e terminou somente em 10º, longe da zona de pontução.

E Felipe Massa, que tinha tudo para conseguir pelo menos um quinto lugar, teve um problema elétrico e abandonou.

O início de temporada do time de Maranello é tenebroso. Simplesmente, não poderia ter sido pior.

Já na semana que vem, o GP do Bahrein é a quarta etapa da temporada 2009.

Numa pista recheada de longas retas e freadas fortes, o favoritismo mais uma vez é da Brawn GP, cujo carro tende a se adaptar bem às características do circuito bahrenita.

Entretanto, a aerodinâmica refinada da Red Bull também pode fazer a diferença.

O certo é que a Brawn não vai passear no Bahrein.

Quem previa uma temporada de intenso domínio de Button e Rubinho já viu que as coisas não serão bem assim.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Noite de Libertadores e Copa do Brasil...

Hoje no Palestra Itália, Palmeiras e Sport se enfrentam pela Copa Libertadores.

Depois de vencer o time de Recife semana passada por 2 a 0, o verdão espera vencer novamente e embolar o grupo 1 da competição continental.

O São Paulo depois da derrota frente ao Corinthians na primeira partida da semi-final do Paulista e depois do drama da lesão de Rogério, enfrenta em Medelín o Independiente, com o time misto, visando a primeira colocação do grupo.

E falando em Misto, hoje o Timão vai a Campo Grande enfrentar o frágil Misto pela Copa do Brasil. Se ganhar por 2 gols de diferença, elimina o jogo de volta.

Sinal verde aos difusores


A FIA confirmou que os difusores usados pela Brawn GP, Williams e Toyota são legais e podem continuar no campeonato deste ano; a confirmação veio de Paris depois da audiência de terça-feira sobre um protesto lançado por Ferrari, Renault, Red Bull e BMW.


Tendo já considerado legal pelos comissários da FIA em quatro ocasiões, a decisão esperada veio na manhã desta quarta-feira. Com os dispositivos confirmados dentro do regulamento, as sete equipes rivais devem avançar o desenvolvimento de suas próprias peças. O anúncio também confirma o resultado dos dois primeiros Grandes Prêmios, vencidos por Jenson Button e pela Brawn GP.

Com um comunicado da Corte Internacional de Apelação, um pequeno anúncio seguiu:

“Baseado nos argumentos ouvidos e evidencias antes disto, a Corte concluiu que os comissários estavam corretos em considerar os carros dentro das regras.”

domingo, 12 de abril de 2009

Será que estava no dossiê da candidatura?

No 'Diário de S.Paulo', de anteontem

Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 10 de abril do Diário de S. Paulo

Por Marcelo Laguna


Foto: um flagrante da poluída Baía da Guanabara, no Rio

“Em determinado momento da regata, ficamos com lixo preso no barco, uma situação muito chata. Se não fosse uma prova curta como essa, o certo seria andar para trás para que o lixo se soltasse, mas no meio de uma regata de porto é claro que isso era inviável. Para uma cidade que quer receber os Jogos Olímpicos, a água da Baía de Guanabara não é uma coisa bonita de se mostrar”. Estas palavras, que por si só possuem um peso negativo considerável para o Rio de Janeiro, que disputa o direito de ser sede dos Jogos Olímpicos de 2016, têm uma importância ainda maior quando se conhece o autor: Torben Grael, bicampeão olímpico na classe Star do iatismo, nas Olimpíadas de Atlanta-96 e Atenas-04.

As críticas de Torben, feitas logo após uma regata da etapa do Rio na Volvo Ocean Race, no último final de semana, devem servir, acima de tudo, como um alerta às ondas de ufanismo que começarão a surgir nos próximos meses e que terminarão no dia 2 de outubro, data da escolha da sede dos Jogos de 2016, em Copenhague, na Dinamarca. Com o início das visitas da comissão inspetora do Comitê Olímpico Internacional (COI) pelas quatro candidatas, começarão a pipocar aqui e acolá conhecidas “estratégias de campanha”, procurando enaltecer ao máximo o que é bonito e esconder a todo custo o que não presta.

Na última terça-feira, por exemplo, ao encerrar a visita a Chicago, a comissão do COI não poupou adjetivos, classificando a candidatura como “forte e impressionante”. Coincidentemente, os reflexos da crise mundial nos EUA nem foram citados. Os coordenadores da candidatura de Tóquio divulgaram que a capital japonesa é quem está mais qualificada para receber os Jogos devido a razões históricas, econômicas e ambientais. Madri tem o apoio declarado do ex-presidente do COI, Juan Antonio Samaranch. E a campanha do Rio, que em seu dossiê de apresentação apostou forte no conceito “Cidade Maravilhosa”, com certeza não poderá se orgulhar da Baía de Guanabara, após as duras palavras de Torben Grael. Ao contrário do que disse certa vez o ex-prefeito César Maia, nem sempre beleza é fundamental.

Recordar é viver
A despoluição da Baía de Guanabara fazia parte do chamado “legado do Pan”. Nem é preciso dizer que nada foi feito. Aliás, por que é que o TCU ainda não divulgou o relatório sobre a prestação de contas do Pan 2007?

Líder em gastos
Os Jogos de 2016 podem custar ao governo do Brasil R$ 29,5 bilhões. Mais do que o orçamento de Tóquio e Chicago somados.