
Duas com Washington, uma com Jorge Wagner. O Corinthians, também com três atacantes, como o São Paulo, chegou mesmo só uma vez, com Ronaldo. Mas não houve assim grande emoção. Como no primeiro minuto do segundo tempo, quando Borges cabeceou no travessão. O Corinthians valorizava o máximo que podia a posse de bola, tentava cozinhar uma possível pressão tricolor. Mas, aí, aos 10, Douglas puxou o contra-ataque, deu para Ronaldo que achou Jorge Henrique pela direita, livre, em belo lançamento. O corintiano avançou, soltou a bomba, Bosco desviou na trave, mas a bola sobrou para Douglas fazer 1 a 0. Dois minutos depois foi a vez de Cristian lançar Ronaldo na corrida. O artilheiro deu um tapa na bola na saída do goleiro e fez 2 a 0. O Corinthians não só se garantia na final como ainda segurava a vantagem sobre o Santos. E mais uma vez superava o São Paulo em sua casa. Lamentava apenas o terceiro cartão amarelo de Dentinho, fora do primeiro jogo. O tiro são-paulino saiu pela culatra. Perdeu domingo no Pacaembu, na quarta-feira em Medellin e no Morumbi, com mais de 45 mil torcedores. Só não foi de mais porque o Corinthians brincou de perder gols depois que vencia por 2 a 0. Precisar não precisava. Mesmo assim, 90% do Morumbi souberam respaldar seu time mesmo na derrota. Já Mano Menezes ganhou seu diploma de técnico corintiano porque, enfim, fez o Corinthians jogar como Corinthians. E o alvinegro ganhou seu 12o. jogo em 21 no Paulistinha, com chances de ser campeão invicto, pois será campeão pela 26o. vez com dois empates. Claro que os 10% alvinegros no estádio conseguiram se fazer ouvir. Só que há um Santos de Paulo Henrique, Neymar e Mádson pela frente, além de Fábio Costa, Fabão, Kléber Pereira e, essencialmente, Vagner Mancini. POR JUCA KFOURI
O São Paulo teve as melhores chances no primeiro tempo.


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