domingo, 19 de abril de 2009

Festa corintiana no Morumbi, pra variar


O São Paulo teve as melhores chances no primeiro tempo.

Duas com Washington, uma com Jorge Wagner.

O Corinthians, também com três atacantes, como o São Paulo, chegou mesmo só uma vez, com Ronaldo.

Mas não houve assim grande emoção.

Como no primeiro minuto do segundo tempo, quando Borges cabeceou no travessão.

O Corinthians valorizava o máximo que podia a posse de bola, tentava cozinhar uma possível pressão tricolor.

Mas, aí, aos 10, Douglas puxou o contra-ataque, deu para Ronaldo que achou Jorge Henrique pela direita, livre, em belo lançamento.

O corintiano avançou, soltou a bomba, Bosco desviou na trave, mas a bola sobrou para Douglas fazer 1 a 0.

Dois minutos depois foi a vez de Cristian lançar Ronaldo na corrida.

O artilheiro deu um tapa na bola na saída do goleiro e fez 2 a 0.

O Corinthians não só se garantia na final como ainda segurava a vantagem sobre o Santos.

E mais uma vez superava o São Paulo em sua casa.

Lamentava apenas o terceiro cartão amarelo de Dentinho, fora do primeiro jogo.

O tiro são-paulino saiu pela culatra.

Perdeu domingo no Pacaembu, na quarta-feira em Medellin e no Morumbi, com mais de 45 mil torcedores.

Só não foi de mais porque o Corinthians brincou de perder gols depois que vencia por 2 a 0.

Precisar não precisava.

Mesmo assim, 90% do Morumbi souberam respaldar seu time mesmo na derrota.

Já Mano Menezes ganhou seu diploma de técnico corintiano porque, enfim, fez o Corinthians jogar como Corinthians.

E o alvinegro ganhou seu 12o. jogo em 21 no Paulistinha, com chances de ser campeão invicto, pois será campeão pela 26o. vez com dois empates.

Claro que os 10% alvinegros no estádio conseguiram se fazer ouvir.

Só que há um Santos de Paulo Henrique, Neymar e Mádson pela frente, além de Fábio Costa, Fabão, Kléber Pereira e, essencialmente, Vagner Mancini.

POR JUCA KFOURI

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