Texto do grande Mauro Cezar, com uma bela análise do jogo.Acabo de chegar do Canindé, onde comentei, pela Rádio Eldorado/ESPN, mais um ótimo jogo do Campeonato Brasileiro de 2008. Atribuir a vitória do São Paulo apenas à tal “sorte de campeão” é minimizar a competência do time. Dominada em boa parte da primeira etapa e no segundo tempo inteiro, a equipe tricolor venceu a Portuguesa porque é letal nas bolas paradas e implacável com quem falha diante dela.
Assim, os erros do goleiro Gottardi e dos zagueiros Bruno Rodrigo e Hallison foram punidos com os dois primeiros gols são-paulinos, assinalados por Borges (foto). Estevam Soares foi muito bem. Mudou o time durante a partida ante um Muricy Ramalho que pouco interveio nas ações em campo.
O técnico da Lusa voltou para o segundo tempo com um ala direito (Wilton Goiano) no lugar de um volante (Gavilán), deslocou o terceiro zagueiro (Erick) para a lateral-esquerda, empurrou Athirson para o meio e dominou o jogo. Depois trocou um dos beques (Hallison) por um meia (Heverton) e teve mais chances. Ficou vulnerável, mas não perdeu o jogo ali.
Mais tarde substituiu o cansado Fellype Gabriel pelo zagueiro Aderaldo. Mas nem assim conteve a força-aérea inimiga. E até quando o placar já estava em 2 a 3, criou nova oportunidade, que incrivelmente parou no travessão depois que Edno passou por Rogério Ceni.
Naquele e em outros lances ficou claro que a Portuguesa não tem as características marcantes do São Paulo. Como a frieza para decidir.
Por essas e outras a Lusa pode voltar à segundona e o tricolor chegar ao terceiro título nacional consecutivo. Na noite de um Estevam inspirado, a vitória ficou mesmo com o time de Muricy. E isso não é apenas sorte.
Por Mauro Cezar Pereira

Um comentário:
Uma pena mesmo,Lusa foi muito bem mais o São Paulo saiu com a vitória =/.
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