Por Luciano Borges
Kléber pretendia viajar para Kiev a fim de convencer o presidente do Dínamo a vendê-lo para o Palmeiras, mesmo por uma quantia menor do que os US$ 8,5 milhões pretendidos pelo clube ucraniano. Mas a proposta enviada pela diretoria palmeirense por fax, na tarde desta segunda-feira, não atinge a metade da quantia.
Com isso, Kléber fica mesmo no Brasil até 31 de dezembro. E seu procurador, Giuseppe Dioguardi, saiu da negociação. A dupla pretendia chegar junta há uma semana para mostrar a Ihor Surkis a oferta do Palmeiras e convencer o dirigente. Mas, no cálculo deles, o clube brasileiro chegaria até US$ 6 milhões. "Acho que os 8,5 milhões eram para começar a negociar", disse Gioguardi.
O representante de Kléber acha difícil dobrar o presidente do Dínamo. Nem acredita que outra equipe brasileira tenha condições de comprar os direitos federativos do atleta pela quantia estipulada pelo Dínamo. Ou o Palmeiras convence o clube ucraniano ou, a partir de 1 de janeiro, outras equipes podem tentar contratá-lo.
O Corinthians, cujo presidente Andrés Sanchez é amigo pessoal de Dioguardi, aguarda esta data para entrar em cena. Com uma vantagem adicional: pode propôr um empréstimo. "O Palmeiras já não teria este crédito porque já trouxe o atleta assim em duas ocasiões", avalia o empresário.
Detalhe: Dioguardi garante que não deixou o vice-presidente de futebol palmeirense - Gilberto Cipullo - falar em salários. "Disse que só ouviria depois de acertada a transferência dele com o Dínamo".


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