Como não ficar espantado com o desempenho que a Brawn GP apresentou nesta semana?
Para encerrar a bateria de testes em Barcelona com chave de ouro, Rubens Barrichello foi o mais rápido desta quinta-feira e impôs quase oito décimos de vantagem para o segundo colocado, Nico Rosberg.
De forte candidata a lanterna do grid, a Brawn passou a favorita de muita gente em apenas quatro dias.
Difícil dizer se a equipe vai manter a superioridade impressionante até o GP da Austrália, mas é fato que Rubinho e Button não vão apenas fazer número no grid deste ano.
A Brawn GP chacoalhou a pré-temporada mais chata do passado recente e tornou inúteis todos os palpites que já haviam sido dados sobre o próximo campeonato.
Ninguém mais sabe direito o que está acontecendo.
Será que a Brawn vem em condições de disputar vitórias e, quem sabe, até o título?
Ainda não dá para saber.
Mas que ninguém esqueça de um detalhe.
Quando o regulamento técnico de 2009 começou a ser pensado, as equipes precisaram escolher um representante para liderar o grupo de estudos responsável por elaborar as novas regras.
E quem foi escolhido?
Um certo Ross Brawn, sim, aquele que dizem ser um dos maiores estrategistas da história da F1.
Some-se a isso o fato de a Honda ter começado o desenvolvimento de seu carro de 2009 já em fevereiro do ano passado e dá para concluir que o desempenho da Brawn GP não é tão inexplicável assim.
Nessa altura, os executivos da montadora japonesa devem estar suando frio.
Talvez a maior bobagem da Honda, nesses tempos de crise, tenha sido retirar sua equipe da Fórmula 1.
Se arrependimento matasse...
sábado, 14 de março de 2009
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